Fernando Pessoa
13/10/12
A Amizade é Indispensável ao Nosso Ser
A amizade é a única coisa cuja utilidade é unanimemente
reconhecida. A própria virtude tem muitos delatores que a acusam de
ostentação e charlatanismo. Muitos desprezam as riquezas e, contentes de pouco,
agradam-se da mediocridade. As honras, à procura da qual se matam tanto as
pessoas, quantos outros as desdenham até olhá-las como o que há de mais fútil e
de mais frívolo? E, assim, quanto ao mais! O que a uns parece admirável, ao
juízo doutros nada é. Mas quanto à amizade, toda a gente está de acordo: os que
se ocupam dos negócios públicos, os que se apaixonaram pelo estudo e pelas
indagações sapientes, e os que, longe do bulício, limitam os seus cuidados aos
seus interesses privados: todos enfim, aqueles mesmos que se entregaram todos
inteiros aos prazeres, declaram que a vida nada é sem a amizade, por pouco que
queiram reservar a sua para algum sentimento honorável.
Ela se insinua, com efeito, não sei como, no coração de
todos os homens e não se admite que, sem ela, possa passar nenhuma condição da
vida. Bem mais, se é um homem de natureza selvagem, muito feroz para odiar seus
semelhantes e fugir do seu contacto, como fazia, diz-se, não sei mais que Timon
de Atenas. É preciso ainda que este homem procure um confidente no seio do qual
possa verter o seu veneno e o seu ódio. A necessidade da amizade será ainda
mais evidente, se ele pudesse admitir que um Deus nos tirasse do seio da
sociedade para nos colocar numa solidão profunda, onde, fornecendo-nos em
abundância tudo o que a natureza nos pode propinar, nos subtraísse ao mesmo
passo a esperança e os meios de ver jamais qualquer face humana.
Qual é a alma de ferro que suportaria uma tal existência e a quem a solidão não
tornaria insípidos todos os gozos? Assim tenho por verdadeiras as palavras de
Arquitas de Taranto, que entendi recordar a velhos que as ouviram eles próprios
de seus pais: «se alguém subir ao céu, e de lá contemplar a beleza do universo
e dos astros, todas essas maravilhas deixá-lo-ao indiferente, enquanto o
embasbacarão de surpresa se tiver de contá-las a alguém». Assim, a natureza do
homem se recusa à solidão, e parece sempre procurar um apoio: e não o há mais
doce que o coração de um terno amigo.
Cícero, in 'Diálogo sobre a Amizade
A Tear And A Smile
I would not exchange the
sorrows of my heart
for the joys of the multitude.
And I would not have the tears that sadness makes
to flow from my every part turn into laughter.
for the joys of the multitude.
And I would not have the tears that sadness makes
to flow from my every part turn into laughter.
I would that my life
remain a tear and a smile.
A tear to purify my heart
and give me understanding
of life's secrets and hidden things.
A smile to draw me nigh to the sons of my kind and
to be a symbol of my glorification of the gods.
of life's secrets and hidden things.
A smile to draw me nigh to the sons of my kind and
to be a symbol of my glorification of the gods.
A tear to unite me with
those of broken heart;
a smile to be a sign of my joy in existence.
a smile to be a sign of my joy in existence.
I would rather that I
died in yearning and longing than
that I live weary and despairing.
that I live weary and despairing.
I want the hunger for
love and beauty to be in the
depths of my spirit,for I have seen those who are
satisfied the most wretched of people.
depths of my spirit,for I have seen those who are
satisfied the most wretched of people.
I have heard the sigh of those in yearning and longing,
and it is sweeter than the sweetest melody.
and it is sweeter than the sweetest melody.
With evening's coming the
flower folds her petals
and sleeps, embracingher longing.
At morning's approach she opens her lips to meet
the sun's kiss.
and sleeps, embracingher longing.
At morning's approach she opens her lips to meet
the sun's kiss.
The life of a flower is
longing and fulfilment.
A tear and a smile.
A tear and a smile.
The waters of the sea
become vapor and rise and come
together and area cloud.
together and area cloud.
And the cloud floats
above the hills and valleys
until it meets the gentle breeze, then falls weeping
to the fields and joins with brooks and rivers to return
to the sea, its home.
until it meets the gentle breeze, then falls weeping
to the fields and joins with brooks and rivers to return
to the sea, its home.
The life of clouds is a
parting and a meeting.
A tear and a smile.
A tear and a smile.
And so does the spirit
become separated from
the greater spirit to move in the world of matter
and pass as a cloud over the mountain of sorrow
and the plains of joy to meet the breeze of death
and return whence it came.
the greater spirit to move in the world of matter
and pass as a cloud over the mountain of sorrow
and the plains of joy to meet the breeze of death
and return whence it came.
To the ocean of Love and Beauty; to God.
Kahlil Gibran
As 7 Leis Espirituais do Sucesso
O sucesso pessoal não é resultado de
trabalho duro, planos precisos ou ambição desmedida,
mas ao invés é o resultado da compreensão da nossa natureza básica como ser humano e
de como seguir as leis da natureza. Entendermos essas leis e as aplicarmos em nossas
vidas, tudo o que quisermos pode ser criado.
As 7 Leis espirituais do sucesso por Deepak Chopra
1. Lei da Potencialidade Pura – A fonte de toda criação é a
consciência pura ou pura potencialidade buscando a expressão do não-manifesto
para o manifesto. Com a prática diária do silêncio, da meditação, e do não-julgamento,
e com a percepção de que nosso verdadeiro Eu é de pura potencialidade, nós nos
alinhamos com o poder que tudo manifesta no Universo e obtemos o que desejamos.
2. Lei da Doação – O universo opera através de trocas
dinâmicas. Dar e receber são diferentes aspectos do fluxo de energia. Com a
nossa disposição de dar o que buscamos, mantemos a abundância do Universo em
nossas vidas. A força motriz por trás da doação deve ser a felicidade – se
quiser amor, alegria ou coisas boas, dê o mesmo aos outros.
3. Lei do karma ou Causa e Efeito – Colhemos o que plantamos.
Toda acção gera uma força de energia que retorna de modo análogo. Quando nossas
acções e escolhas conscientes trazem felicidade e sucesso para os outros, o
fruto de nosso karma será alegria e sucesso.
4. Lei do Mínimo Esforço – A inteligência da natureza
funciona sem esforço – as flores não tentam desabrochar, elas desabrocham; os
pássaros não tentam voar, eles voam. Se buscamos poder, dinheiro ou felicidade
para a satisfação do ego, desperdiçamos energia; mas se nossas acções são
motivadas por amor, harmonia e alegria, nossa energia se multiplica e podemos
usar o excedente para criar o que quisermos.
5. Lei da Intenção e do Desejo – “Inerente a toda intenção e
desejo, está a mecânica para a sua realização. E quando colocamos uma intenção
no campo da pura potencialidade, colocamos este poder organizador infinito para
trabalhar para nós”. No nível da mecânica quântica, o universo é uma extensão
de nosso corpo, e nossa intenção detona transformações de energia e informação,
e organiza sua própria realização.
6. Lei do Distanciamento – No distanciamento está a
sabedoria da incerteza, e nesta sabedoria está a liberdade em relação ao nosso
passado, ao conhecido, que é a prisão do condicionamento passado. Quando nos
abrimos ao desconhecido, ao campo de todas as possibilidades, nos entregamos à
mente criativa que orquestra a dança do universo. O apego é baseado no medo e
na insegurança, e cria ansiedade. O apego excessivo aos bens materiais –
símbolos transitórios do Eu – traz a sensação de inutilidade e vazio.
7. Lei do Darma ou do Propósito de Vida – “Todos têm um
propósito na vida… algo único para dar aos outros. E quando misturamos este
talento com o serviço aos outros, experimentamos o êxtase de nosso próprio
espírito, o que é objetivo último de todos os objetivos”. Primeiro, devemos
descobrir nosso verdadeiro eu; depois, expressar nossos talentos especiais; e
finalmente, usar este nosso dom para servir a humanidade.
12/10/12
Conquista
ainda
ofegante de escalar alturas
e preso
ainda aos teus cabelos para não cair,
eu me punha a f alar como sonâmbulo
num deslumbramento de vertigem…
E então tu me apertavas contra o seio,
como se eu acabasse de ser salvo
em tua vida,
e me revelavas que aquelas palavras que eu dizia
sem nexo, como um tonto,
não eram palavras
eram poesia...
J.G. de Araújo
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