27/12/12

Bela a natureza, e belas são as gotas que caiem sobre ela...









Não sei, amor, sequer, se te consinto


Não sei, amor, sequer, se te consinto
ou se te inventas, brilhas, adormeces
nas palavras sem carne em que te minto
a verdade intimida em que me esqueces.

Não sei, amor, se as lavas do vulcão
nos lavam, veras, ou se trocam tintas
dos olhos ao cabelo ou coração
de tudo e de ti mesma. Não que sintas

outra coisa de mais que nos feneça;
mas só não sei, amor, se tu não sabes
que sei de certo a malha que nos teça,

o vento que nos leves ou nos traves,
a mão que te nos dê ou te nos peça,
o princípio de sol que nos acabes.


Pedro Tamen 

Nomeei-te no meio dos meus sonhos 

chamei por ti na minha solidão 

troquei o céu azul pelos teus olhos 

e o meu sólido chão pelo teu amor 

Ruy Belo