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outubro 07, 2026

Caem folhas no esquecimento

 


Ontem olhei o vento
e o meu olhar era lento.
Ontem senti o sol
e o meu sentir foi iluminado.

Ontem caiu uma folha no esquecimento
e a sua queda foi percorrendo o tempo.
Ontem era eu num campo de giestas
e o meu corpo absorvia o nu dos aromas.

Ontem percorri as horas devagar
e as horas gritavam ao passar.
Quando compreendi que ontem
não era mais que uma ilusão
rodeada de sombras mostrando-se no chão
que ia cavando em busca do teu rosto
ouvi o som de uma manhã a chegar
através da janela da tua sedução.

Fiquei ali como um desejo
a acordar na tua mão!

Poema, Cecília Melo e Castro

outubro 05, 2026

Velho/a eu?

Bom retrato da velhice, porque velhos são os trapos...

Já parou para pensar que somos protagonistas de uma das maiores mudanças de comportamento do nosso tempo? 

Nós somos a geração "ageless" 

(sem idade, em inglês) sabiam? 

Quer dizer que não somos velhos, mas não somos jovens, somos ageless! 

Olha que chique!

Hoje os 50 são os novos 30. 

Os 60 são os novos 40 e assim sucessivamente. 

Só envelhece quem não tem vontade de viver, não tem sonhos a realizar, quem não faz planos. 

Se a sua cabeça é velha ai não tem jeito porque a velhice é interna, é espiritual.

Idade é uma questão de ponto de vista. 

Para as nossas mães, somos novos, para os nossos filhos somos velhos e para nós ainda não entramos naquela idade considerada velho porquê temos muita coisa a realizar ainda, muita lenha para queimar.

Velha/o, eu?

AD

setembro 30, 2026

O uso da IA.

 


A inteligência artificial tanto pode ter de bom como de mau. Depende do ser humano.. creio que tudo o que é de mais torna-se perigoso.

setembro 19, 2026

Soneto de amor total

       

  Amo-te tanto, meu amor, não cante.

O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinícius de Moraes