03/12/11

Ouvir e descontrair.

Época Natalícia


Não existe o natal ideal, só o natal que cada um nós decide criar como reflexo
dos nossos valores, desejos e tradições...
E todos estes pedidos que estão colocados nesta árvore são os desejos principais para nos sentirmos felizes e realizados.

Fantástica publicidade at&t de telemóveis

Pinturas extraordinárias de mãos para publicidade de uma operadora amaricana.

Africa

Autralia

Bahamas

Brasil

Canada

China

China

Costa Rica

Egypt

England

France

Holland

India

Italy

Japan

Japan

Maracco

Mexico

Mexico

Norway

Paraguay

Russia



England

02/12/11

Uma música bem serena

Uma grande voz... Bonito tema

O Mar...O Sol...A Brisa...

O Mar me transporta para além
do seu infinito lugar

O Sol me abraça nos seus quentes
raios de afecto

A Brisa me envolve no seu explendor cheiro
a sentidos puros de prazer

São trés estes desejos que me envolvem
numa dança fernética da cabeça aos pés.

Nanda



.

01/12/11

Encontro

A vida não passa de uma oportunidade de encontro; só depois da morte se dá a junção; os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace.

Beautiful song...

Intervalo

" Um grande escritor de todos os tempos"

Quem te disse ao ouvido esse segredo
Que raras deusas têm escutado —
Aquele amor cheio de crença e medo
Que é verdadeiro só se é segredado?...
Quem te disse tão cedo?

Não fui eu, que te não ousei dizê-lo.
Não foi um outro, porque não o sabia.
Mas quem roçou da testa teu cabelo
E te disse ao ouvido o que sentia?
Seria alguém, seria?


Ou foi só que o sonhaste e eu te o sonhei?
Foi só qualquer ciúme meu de ti
Que o supôs dito, porque o não direi,
Que o supôs feito, porque o só fingi
Em sonhos que nem sei?


Seja o que for, quem foi que levemente,
A teu ouvido vagamente atento,
Te falou desse amor em mim presente
Mas que não passa do meu pensamento
Que anseia e que não sente?


Foi um desejo que, sem corpo ou boca,
A teus ouvidos de eu sonhar-te disse
A frase eterna, imerecida e louca —
A que as deusas esperam da ledice
Com que o Olimpo se apouca.


Fernando Pessoa,

30/11/11

Uma voz fora de série...

A Voz


É na voz que o sentimento
aflora a harmoniosa emoção
e faz viajar o pensamento
abrindo a alma e o coração

Os Sonhos


O canto que vem da nossa alma

É antigo, é ritual e é profundo;

é anterior ao começo do mundo

O canto que vem da nossa alma.



A vida é tão simples na visão dos Deuses

Só é complicada para toda a humanidade;

Vivemos num gueto chamado sociedade

A vida é tão simples na visão dos Deuses



Os sonhos são bons para os que ainda sonham

No caso concreto quando foi, já não me lembro;

Talvez fosse em Abril, talvez fosse em Setembro

Os sonhos são bons para os que sonham.

Fernando Girão

Formas de Amar


Depois de uma noite de amoronde o prazer e a dor
tiveram o justo lugar
Olho para ti e adormeço
Pensando que nada é comparável
ao fogo da nossa paixão
a nossa forma de amar

A ternura, a malícia, o carinho e o tesão
misturam-se no mesmo momento
eu aos Deuses agradeço quererem
que seja teu
Dou-me a ti sem fachadas, sem véus
sem disfarces

Dou-te exactamente aquilo que sou
O jogo do amor que jogo contigo é aberto
sem truques, sem mentiras
eu jogo limpo, pois é assim que quero
pois tanto de ti eu espero
que não quero defraudar-te

Tu para mim és a arte, és bondade
és firmeza.
Só tu me das a certeza que eu
não vejo em mais ninguém
É verdade,
ninguém antes de ti conseguiu que eu mudasse

Eu conjugava o verbo amar
de uma maneira errada;
pensava e perguntava
se meu esforço valeria a pena.
Agora eu passo as madrugadas
inventando-te poemas.


Fernando Girão



Espiritualmente tranquilizante...

Que tranquilidade, ouvir este som!!!

29/11/11

Pura Inocência


A vida é tão diferente
Daquilo que sonhamos
Talvez o nosso mal seja acordar
Sai o meu futuro
P'ra lá do firmamento
Agora não consigo lá chegar

Estou a sentir;

A minha voz perdida no deserto
E eu sou quem diz
Que a vida deixa sempre a porta aberta
P'ra que eu possa lá entrar
E quem sabe regressar
À mais pura inocência

A vida é tão diferente
Dos sonhos que lembramos
Eu sei que o nosso mal é recordar
Vi o teu futuro
Pra lá do nosso tempo
Agora não consigo lá voltar

Tou a sentir;

A minha voz perdida no deserto
E eu sou quem diz
Que a vida deixa sempre a porta aberta
P'ra que eu possa lá entrar
E quem sabe encontrar
A mais pura inocência

Letra de Miguel Gameiro

28/11/11

Mais um tema muito bom .

Outra das minhas favoritas bandas.

Para mim, uma banda de excelência.

Sem morte não há vida

A vida é dialética, e por isso não é lógica. A lógica significa que o oposto é realmente oposto, e a vida sempre implica o oposto em si mesmo.


Na vida, o oposto não é realmente oposto, mas complementar. Sem ele, nada é possível. Por exemplo, a vida existe por causa da morte. Se não houvesse morte, não poderia haver vida.


A morte não é o fim e não é inimiga; pelo contrário, por causa da morte, a vida se torna possível. Assim, a morte não está em algum lugar no final; ela está presente aqui e agora.
Cada momento tem sua vida e sua morte; senão, a vida seria impossível.

Osho

27/11/11

Aqui fica mais uma.

Mais uma voz fantástica.

Fantastica voz...

A Mulher Madura

Há uma serenidade nos seus gestos, longe dos desperdícios da adolescência, quando se esbanjam pernas, braços e bocas ruidosamente. A adolescente não sabe ainda os limites de seu corpo e vai florescendo estagnada. É como um nadador principiante, faz muito barulho, joga muita água para os lados. Enfim, desborda.


A mulher madura nada no tempo e flui com a serenidade de um peixe. O silêncio em torno de seus gestos tem algo do repouso da garça sobre o lago. Seu olhar sobre os objectos não é de gula ou de concupiscência. Seus olhos não violam as coisas, mas as envolvem ternamente. Sabem a distância entre seu corpo e o mundo.

A mulher madura é assim: tem algo de orquídea que brota exclusiva de um tronco, inteira. Não é um canteiro de margaridas jovens tagarelando nas manhãs.

A adolescente, com o brilho de seus cabelos, com essa irradiação que vem dos dentes e dos olhos, nos extasia. Mas a mulher madura tem um som de adágio em suas formas. E até no gozo ela soa com a profundidade de um violoncelo e a subtileza de um oboé sobre a campina do leito.

A boca da mulher madura tem uma indizível sabedoria. Ela chorou na madrugada e abriu-se em opaco espanto. Ela conheceu a traição e ela mesma saiu sozinha para se deixar invadir pela dimensão de outros corpos. Por isto as suas mãos são líricas no drama e repõem no seu corpo um aprendizado da macia paina de Setembro e Abril.

O corpo da mulher madura é um corpo que já tem história. Inscrições se fizeram em sua superfície. Seu corpo não é como na adolescência uma pura e agreste possibilidade. Ela conhece seus mecanismos, apalpa suas mensagens, descodifica as ameaças numa intimidade respeitosa.

Sei que falo de uma certa mulher madura localizada numa classe social, e os mais politizados têm que ter condescendência e me entender. A maturidade também vem à mulher pobre, mas vem com tal violência que o verde se perverte e sobre os casebres e corpos tudo se reveste de uma marrou tristeza.

Na verdade, talvez a mulher madura não se saiba assim inteira ante seu olho interior. Talvez a sua aura se inscreva melhor no olho exterior, que a maturidade é também algo que o outro nos confere, complementarmente. Maturidade é essa coisa dupla: um jogo de espelhos revelador.

Cada idade tem seu esplendor. É um equívoco pensá-lo apenas como um relâmpago de juventude, um brilho de raquetes e pernas sobre as praias do tempo. Cada idade tem seu brilho e é preciso que cada um descubra o fulgor do próprio corpo.

A mulher madura está pronta para algo definitivo.
Merece, por exemplo, sentar-se naquela praça de Siena à tarde acompanhando com o complacente olhar o voo das andorinhas e as crianças a brincar. A mulher madura tem esse ar de que, enfim, está pronta para ir à Grécia. Descolou-se da superfície das coisas. Merece profundidades. Por isto, pode-se dizer que a mulher madura não ostenta jóias. As jóias brotaram de seu tronco, incorporaram-se naturalmente ao seu rosto, como se fossem prendas do tempo.

A mulher madura é um ser luminoso é repousante às quatro horas da tarde, quando as sereias se banham e saem discretamente perfumadas com seus filhos pelos parques do dia. Pena que seu marido não note, perdido que está nos escritórios e mesquinhas acções nos múltiplos mercados dos gestos. Ele não sabe, mas deveria voltar para casa tão maduro quanto Yves Montand e Paul Newman, quando nos seus filmes.

Sobretudo, o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem o que perderam em não esperá-la madurar. Ali está uma mulher madura, mais que nunca pronta para quem a souber amar.

Affonso Sant'Anna