11/01/13

O poço de Ryan- A força de um sonho!



Ele só tinha seis anos quando a professora da primeira série falou do triste destino de crianças que viviam na África empobrecida e devastada por doenças. 

Ryan estremeceu ao saber que centenas de milhares de crianças africanas morrem todos os anos por beberem água contaminada. 
A sua escola estava angariando fundos para a África e ele soube que setenta dólares custeariam um poço. 

Ao chegar em casa, pediu à mãe o dinheiro e disse porque precisava. A mãe sugeriu que ele fizesse tarefas extras para conseguir a quantia. 
Pegou uma folha de papel e desenhou um diagrama contendo trinta e cinco linhas. 
Para cada dois dólares recebidos, Ryan preenchia uma linha e guardava o dinheiro numa lata vazia de biscoitos. Começou aspirando o pó da sala, depois lavou as janelas. Seu avô lhe pagou dez dólares, cada saco de lixo que enchesse com as pinhas que caíam no quintal. 

Num certo dia de Abril de 1998, Ryan entregou a uma organização internacional a sua lata de biscoitos contendo setenta dólares. A senhora directora que o atendeu, agradeceu mas explicou que uma bomba manual custava setenta dólares, mas para perfurar um poço eram necessários quase dois mil dólares. 

"Então vou trabalhar mais", disse o menino. Os pais se envolveram e desencadearam uma campanha de doações. Aos sete anos, Ryan conseguira juntar um pouco mais de setecentos dólares e a quantia que faltava foi completada pela agência de desenvolvimento internacional canadense. 

Ryan e seus pais foram convidados para uma reunião com o representante de Uganda na "associação médicos canadenses para auxílio e assistência", grupo que recolhia os fundos angariados e, com a ajuda dos habitantes das aldeias, construía e mantinha os poços. 

Ryan foi abraçado pelo representante Shibru que confirmou ao menino que o poço poderia ser feito perto de uma escola, em um vilarejo ao norte de Uganda. 
Mas falou que eram necessárias vinte pessoas trabalhando dez dias para construir um poço com um escavador manual. Uma perfuradora pequena custava vinte e cinco mil dólares. 

Disposto a conseguir o dinheiro, o menino teve sua história publicada em um jornal canadense e em dois meses, tinha inspirado sete mil dólares em doações. 
Já cursando a segunda série, Ryan e seus colegas de classe passaram a se corresponder com os meninos do vilarejo que seria beneficiado com o poço. 

Enquanto isso, Ryan passava horas escrevendo cartas pedindo dinheiro a várias organizações. Finalmente, conseguiu a quantia devida para a compra do equipamento. 

Em 27 de julho de 2000 um caminhão transportando Shibru, Ryan e seus pais, desceu a estrada de terra que levava ao pequeno vilarejo. 
Cerca de 3 mil crianças aguardavam na beira da estrada, batendo palmas. Os líderes da aldeia receberam Ryan e o levaram até o poço, ao lado da horta da escola. Na base de concreto estava escrito: 

Poço de Ryan. Construído por Ryan Hreljac. Para a comunidade da escola elementar. 
Naquela noite, na cama, Ryan disse para sua mãe: "estou muito feliz." 
Terminou aquele dia inesquecível com a oração que fazia todas as noites: "desejo que todos na África tenham água limpa." 

Pense nisso! 
A fraternidade não conhece fronteiras e o amor desconhece limites. 

Aprendamos com Ryan a pensar grande, a ir além. Quem poderia imaginar que um menino de seis anos poderia fazer tanto? 
Permitamos-nos o contágio do bem, com essa vontade de auxiliar, com esse sentimento de se importar com o outro, mesmo que lhe desconheçamos o nome. Mesmo que só o que ele necessite seja de um copo de água limpa e fresca, para se manter vivo.


Agora é um estudante de quarto ano da Universidade do Kings College, em Halifax, na costa leste do Canadá. Estuda o desenvolvimento internacional e da ciência política, mas continua envolvido com a Fundação como membro orador e directoria  Fala em todo o mundo sobre as questões da água e sobre a importância de fazer a diferença.


É bom amar muitas coisas, é aí que reside a verdadeira força, e todo aquele que ama muito executa muito, e pode realizar muito, e o que é feito com amor é bem feito."



Eu te amo sem saber como, nem quando, nem onde.
Eu te amo simplesmente, sem problemas nem orgulho:
Eu te amo assim, porque eu não conheço nenhuma outra maneira de amar,
mas este, em que não há eu ou você, tão íntima, que a tua mão sobre meu peito 
é a minha mão, tão íntima que quando eu adormecer seus olhos fechar

Pablo Neruda 

10/01/13


Uma nação que destrói o seu solo destrói a si mesma. As florestas são os pulmões da nossa terra, purificando o ar e dando nova força para todos nós.

09/01/13


Ter paz é ter a consciência tranquila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, se tentou... 
Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida. 
Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem. 
Ter paz é ter um coração que ama... 
Ter paz é brincar com as crianças.




Para ter olhos belos: Olhe sempre para o lado bom de outras pessoas.

Para lábios de ternura: Fale apenas palavras gentis para com os outros.

Para um rosto de encanto: Sorria sempre com um coração feliz.

Para pés bonitos: Andar sempre com DEUS!

Para braços graciosos. Chegar com compaixão para com todos aqueles com necessidades.

08/01/13

A natureza nos surpreende constantemente...


Essas orquídeas maravilhosas, vêm do sudeste do Equador e florestas peruanas,com nuvens de elevações de 1000 para 2000 metros e, por isso mesmo, não há muitas pessoas ao longo da história para verem essas curiosas flores. Graças a coleccionadores intrépidos -- que fazem qualquer coisa para vermos essas preciosidades -- que ficamos sabendo dessa "macaco orchid". 

Alguém não precisa de muita imaginação para nomeá-la, pois o seu nome científico é Drácula símio  Essa orquídea notável carrega mais do que uma semelhança passageira com o rosto de um macaco. A 'parte' sobre o Drácula parte  (género) refere-se à estranha característica dos dois esporões longos das pétalas que relembram 'as presas' de uma personagem da Transilvânia (?), de um certo filme de ficção...             

A orquídea só foi nomeada em 1978 pelo botânico Luer, mas está numa família com mais de 120 espécies encontradas,  principalmente no Equador. Nas montanhas, a "macaco orquídea" pode florescer a qualquer momento,  não tendo uma época específica. Seu perfume se assemelha ao de uma laranja madura.










Eu e Tu


Dois! Eu e Tu, num ser indispensável!
Como Brasa e carvão, centelha e lume, oceano e areia,
Aspiram a formar um todo, – em cada assomo
A nossa aspiração mais violenta se ateia…

Como a onda e o vento, a Lua e a noite, o orvalho e a selva
– O vento erguendo a vaga, o luar doirando a noite,
Ou o orvalho inundando as verduras da relva –
Cheio de ti, meu ser de eflúvios impregnou-te!

Como o lilás e a terra onde nasce e floresce,
O bosque e o vendaval desgrenhando o arvoredo,
O vinho e a sede, o vinho onde tudo se esquece,
– Nós dois, de amor enchendo a noite do degredo.

Como partes dum todo, em amplexos supremos
Fundindo os corações no ardor que nos inflama,
Para sempre um ao outro, Eu e Tu, pertencemos,
Como se eu fosse o lume e tu fosses a chama…

(António Feijó)

Espero-te


Amo-te em cada beijo que não te dou,
em cada olhar que perco por sobre as nuvens,
e em cada verso que me escapa por entre os dedos
Amo-te nos gritos do meu silêncio,
nas noites que não têm fim,
e em cada lágrima que teima em não cair
Amo-te nas lembranças que já nem me lembro,
nas cinzas de todas as horas,
e nas dores que irei sentir
Amo-te assim feito um louco,
e feito louco,
busco-te ferozmente em cada palavra,
em cada objecto,
em cada mísero grão de tempo
Amo-te, e por amar-te tanto,
espero-te,
ainda que nunca me ouças chamar,
e ainda que nunca tenhas partido.

(Marcelo Roque)